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Tecnologia nas licitações: inovação e governança

A tecnologia está transformando as compras públicas, e a inovação e governança são pontos-chave dessas mudanças. Entenda porque lendo o artigo completo:

Dê o play e entenda o papel da tecnologia nas licitações, porque ela está transformando a governança e trazendo inovações para o mercado:

A cada dia que passa, as licitações públicas no Brasil se reinventam. Os processos tornam-se mais rigorosos com a transparência e segurança, e a pressão por eficiência e agilidade aumenta. 

E, apoiada pela Lei n.º 14.133/21, a tecnologia desempenha um papel central nessas inovações, para tornar os processos mais ágeis, transparentes e acessíveis para todos. 

Durante o Dia do Licitante 2026, convidamos Luiz Eduardo Zanoto (especialista jurídico em licitações), Alan Conti (CEO da Effecti) e Caroline Ramos (CCO da Granto Seguros e especialista em seguro garantia), para uma conversa sobre como a tecnologia está redefinindo a governança e a inovação nas licitações públicas:

O que é governança nas licitações públicas?

Podemos definir a governança nas licitações como um conjunto de princípios, estruturas, práticas e mecanismos de controle que têm a função de orientar a forma do poder público planejar, conduzir, monitorar e fiscalizar suas contratações, buscando garantir que as decisões tomadas estejam alinhadas ao interesse público, à legalidade e à eficiência.

Basicamente, falar em governança nas licitações significa falar de clareza, responsabilidades, padronização de processos, transparência, gestão de riscos e capacidade de prestação de contas. 

Além disso, hoje a governança deixou de ser um conceito abstrato para se tornar um pilar estratégico das contratações públicas

Afinal, em um cenário cada vez mais complexo e competitivo, com novos fornecedores surgindo todos os dias, a ausência de uma política interna de governança nas empresas e órgãos públicos amplia riscos como atrasos, impugnações, contratos mal executados e insegurança jurídica.

Pilares da governança nas contratações públicas

A governança nas licitações públicas está diretamente relacionada à confiança, pautando-se em elementos de transparência que visam tornar os processos licitatórios mais seguros. 

Por isso, pontos centrais dessa estratégia são:

  • Previsibilidade: visa permitir que todos os envolvidos no processo licitatório compreendam claramente as regras, para tornar o fluxo de informações e aprovações mais eficiente.
  • Tomada de decisão qualificada: coleta de informações que possam otimizar o ritmo das contratações, com base em dados históricos.
  • Gestão de riscos: aplicando a governança como um fator de segurança jurídica, há menores incidências de fraudes e mais transparência.

Leia também o artigo Compliance em licitações como estratégia de competitividade

O papel da tecnologia na redução de riscos nas licitações públicas

A tecnologia, hoje, cumpre o papel de principal aliada da governança nas licitações públicas, especialmente quando o objetivo é reduzir riscos operacionais, jurídicos e financeiros ao longo de todo o processo de contratação. 

Em um ambiente historicamente marcado por fluxos manuais, documentos dispersos e alto grau de complexidade, a digitalização deixa de ser apenas um ganho de eficiência e passa a ser um instrumento estratégico de controle e prevenção de falhas.

Logo, substituindo os processos manuais por alternativas digitais, temos um processo: 

  • democratizado, com licitantes de diversas localidades participando;
  • mais transparente, com rastreabilidade e segurança de dados;
  • mais eficiente, com diminuição de erros humanos e retrabalho;
  • contínuos e padronizados, permitindo que a rotina e o registro de informações aconteçam de forma automatizada.

Conforme citado pelo CEO da Effecti, Alan Conti:

“A gente tem o nosso time que entra em contato com o licitante, então a gente está falando de média de 70% do licitante que não conhece de tecnologia para auxiliar os processos licitatórios. 70% é impressionante, e quando a gente olha para esse número, vemos o quanto a gente pode e vai ainda educar esse pessoal para fazer esse processo com cada vez mais assertividade e mais governança no final do dia.”

Além disso, a tecnologia nas licitações públicas viabiliza o avanço estratégico da tomada de decisão orientada por dados, com indicadores de desempenho, histórico de fornecedores, prazos médios, riscos recorrentes e padrões de execução que passam a embasar escolhas mais seguras e estratégicas.

Seguro garantia nas licitações para proteção financeira e vantagem competitiva

Apesar de ainda ser visto por muitos licitantes apenas como um “custo adicional”, o seguro garantia nas licitações públicas é um instrumento de proteção financeira e de fortalecimento da governança contratual. 

Afinal, mais do que atender a uma exigência legal, ele atua como um mecanismo estratégico para reduzir riscos e aumentar a segurança tanto para a Administração Pública quanto para os licitantes.

Quando bem utilizado, o seguro garantia oferece: 

  • proteção contra inadimplência por parte da Administração Pública;
  • segurança em caso de atrasos e falhas na execução contratual; 
  • redução dos impactos financeiros e operacionais. 

Esse aspecto se torna especialmente relevante em contratos de maior complexidade ou valor, onde eventuais descumprimentos podem gerar penalidades severas, multas e até impedimentos para participar de novas licitações.

“Enquanto tiver essa percepção de que o seguro é um custo a mais, realmente é porque ele [licitante] ainda não percebeu que é um instrumento estratégico. E o seguro garantia filtra aqueles participantes da concorrência, porque nem todo mundo está disposto, mas sabemos que quando há essa exigência, sem dúvida, o nível de propostas dos concorrentes mudam.” — Caroline Ramos, CCO da Granto Seguros

O novo perfil do licitante competitivo

Como dissemos ao longo desse artigo, o cenário das licitações públicas está passando por uma transformação significativa nos últimos anos, que tende a avançar cada vez mais. 

Hoje, o sucesso nos certames não depende apenas de preço ou do cumprimento mínimo das exigências legais, mas de estrutura, estratégia e proteção. 

Portanto, o licitante competitivo é aquele que compreende o processo licitatório como um sistema integrado, no qual governança, tecnologia e gestão de riscos atuam de forma complementar.

Nesse novo contexto, a governança deixa de ser um tema exclusivo da Administração Pública e passa a fazer parte da rotina dos próprios licitantes, com as empresas estruturando processos organizados, fluxos bem definidos e controle sobre prazos e documentos reduzem significativamente erros formais, retrabalho e riscos de desclassificação. 

E, quando apoiada pela tecnologia, esse planejamento tende a ser mais assertivo, combinando o poder da digitalização com boas práticas de mercado para superar limites e alcançar novos resultados.
Veja como a Effecti e a Granto Seguros podem apoiar o seu negócio!

Tecnologia nas licitações e governança para transformar o mercado

FAQ: Tecnologia, governança e inovação nas licitações públicas

O que é governança nas licitações públicas?

A governança nas licitações públicas é o conjunto de práticas, estruturas e controles que orientam o planejamento, a execução e o acompanhamento das contratações. Ela busca garantir transparência, previsibilidade, conformidade legal e eficiência no uso dos recursos públicos, reduzindo riscos jurídicos e operacionais.

Como a tecnologia contribui para a governança nas licitações?

A tecnologia atua como principal aliada da governança ao substituir processos manuais por sistemas integrados e inteligentes. Com isso, reduz erros humanos, retrabalho e perda de prazos, além de permitir rastreabilidade, padronização de processos e decisões baseadas em dados, e não em suposições.

Quais riscos a tecnologia ajuda a reduzir nos processos licitatórios?

O uso de tecnologia nas licitações ajuda a reduzir riscos como falhas documentais, descumprimento de prazos, inconsistências nos processos, insegurança jurídica e decisões mal fundamentadas. Além disso, fortalece o controle e a capacidade de resposta tanto da Administração Pública quanto dos licitantes.

O que é o seguro garantia nas licitações públicas?

O seguro garantia é um instrumento que assegura o cumprimento das obrigações contratuais assumidas pelo licitante vencedor. Ele protege a Administração Pública contra inadimplência ou falhas na execução do contrato e funciona como uma camada adicional de segurança financeira e contratual.

Por que o seguro garantia não deve ser visto apenas como despesa?

Embora muitos licitantes ainda enxerguem o seguro garantia como um custo, ele representa uma proteção financeira e uma vantagem competitiva. Além de reduzir riscos de penalidades contratuais, o seguro aumenta a credibilidade da empresa perante o poder público e demonstra maturidade na gestão de riscos.

Qual é o novo perfil do licitante competitivo?

O licitante competitivo é aquele que atua com estrutura, estratégia e proteção. Ele investe em governança, utiliza tecnologia para reduzir erros e aumentar eficiência e adota instrumentos como o seguro garantia para mitigar riscos. Esse perfil se posiciona como parceiro da Administração Pública, e não apenas como participante do processo.

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