Dê play e entenda quais são as regras para participar de licitações em ano eleitoral, sem preocupação com penalidades ou falta de pagamento:
Em todos os setores, entender sobre timing é fundamental para o sucesso das estratégias de vendas. Nas licitações, esse conceito também é importante, principalmente quando se trata de planejamento para licitar em ano eleitoral.
Afinal, as licitações seguem normalmente em ano eleitoral? O que é preciso observar nesse momento de transição de governo? Como aproveitar esse período de sazonalidade da melhor maneira?
Essas são apenas algumas das diversas dúvidas que os licitantes costumam ter durante anos eleitorais. Nesse artigo, vamos desmistificar os mitos acerca das licitações em ano eleitoral e mostrar como sua empresa pode se preparar. Aprenda:
- Como as licitações acontecem em ano eleitoral
- A legislação que orienta as licitações nesse período
- Como atuar com compras públicas durante as eleições
- Porque a tecnologia é fundamental para o sucesso nas licitações
As licitações param em ano eleitoral?
Não, durante o ano eleitoral — como é o caso em 2026, por exemplo —, as licitações não deixam de acontecer. Muito pelo contrário, elas são ainda mais necessárias para o funcionamento dos setores públicos e para garantia dos serviços essenciais.
Conforme explicado pelo advogado e especialista em licitações, Luiz Eduardo Zanoto, há um mito acerca da legalidade das licitações em período eleitoral, mas na realidade não existe nenhuma proibição.
Afinal, os serviços públicos essenciais não podem ser paralizados por conta da mudança de governo, que continua tendo obrigações com a sociedade e precisam viabilizar as contratações no período.
A máquina pública não pode parar por conta das eleições. O que acontece são restrições pontuais que impactam a forma como as licitações são conduzidas ao longo do ano.

O que muda na legislação de licitações em ano eleitoral?
As bases que determinam as contratações públicas não mudam em ano eleitoral, afinal, a Lei n.º 14.133/21 permanece como principal instrumento de condução dos processos licitatórios.
O que acontece nesse período é a implementação de novas regras eleitorais que devem ser respeitadas pelos candidatos e governantes.
Com base na Lei n.º 9.504/1997, os agentes públicos devem respeitar os limites estabelecidos para a manutenção da administração pública, sem utilizar desses recursos para promoção pessoal durante a campanha eleitoral.
O especialista explica que essas restrições passam a valer, em sua forma mais rigorosa, a partir dos três meses que antecedem a eleição, período conhecido como “quarentena eleitoral”.
Dessa forma, os órgãos públicos têm um longo período ao longo do ano eleitoral para executar o planejamento orçamentário definido, atuando principalmente no primeiro semestre e agindo com mais cautela no período eleitoral.
O que a lei realmente restringe nas licitações em ano eleitoral?
Ou seja, a legislação não impede o funcionamento das licitações, mas impacta diretamente na forma como elas são conduzidas, especialmente para evitar o uso indevido dos processos licitatórios em campanhas eleitorais.
Por isso, as principais restrições previstas na Lei n.º 9.504/1997 são:
- Uso promocional de obras e contratos públicos: gestores não podem associar entregas, obras ou contratações à sua imagem ou utilizá-las como ferramenta de campanha.
- Publicidade institucional: limitação ou suspensão da publicidade institucional nos meses que antecedem a eleição.
- Aumento de gastos com comunicação: é proibido elevar significativamente os investimentos em publicidade pública com objetivo de promoção no período eleitoral.
- Participação em inaugurações e eventos públicos: candidatos ficam impedidos de participar de inaugurações de obras públicas em determinados períodos.
- Condutas que afetem a igualdade na disputa eleitoral: a legislação veda qualquer ação que possa desequilibrar a concorrência entre candidatos usando recursos públicos.
Entendo o timing das licitações em ano eleitoral
Durante o Effecti Podcast, Zanoto explicou como os licitantes podem se preparar para acompanhar o timing das licitações em ano eleitoral e aproveitar ao máximo as oportunidades do primeiro semestre.
“A tendência é que, no primeiro semestre, a gente tenha um maior número de licitações.” — Luiz Zanoto
Esse movimento é uma forma de evitar riscos jurídicos e limitações operacionais durante o período mais sensível do calendário eleitoral, o que gera uma mudança clara no ritmo das contratações ao longo do ano.
Contratações públicas em ano eleitoral
| Aspecto | Primeiro semestre | Segundo semestre |
| Volume de licitações | Maior volume de editais publicados | Redução no número de novas licitações |
| Tipo de projetos | Projetos maiores e mais estruturais | Menor incidência de novos projetos |
| Investimentos | Abertura de novos investimentos | Foco na continuidade do que já foi iniciado |
| Ritmo de compras | Aceleração nas contratações | Ritmo mais moderado e operacional |
| Estratégia dos órgãos | Antecipação para evitar restrições | Cautela por conta do período eleitoral |
Ou seja, não há uma queda real nas contratações públicas, mas sim uma redistribuição estratégica ao longo do ano.
Para quem atua com licitações, entender esse timing é fundamental para se antecipar ao mercado e aproveitar as melhores oportunidades no momento certo.
Como usar o ano eleitoral a seu favor nas licitações?
Com essa realocação de prioridades em ano eleitoral, empresas que se antecipam e ajustam sua atuação conseguem aproveitar melhor os momentos de maior volume e relevância de oportunidades. Algumas ações fazem a diferença:
- Antecipe sua atuação: sabendo que o primeiro semestre concentra mais oportunidades e projetos maiores, organize sua documentação, revise certidões e acompanhe o mercado com frequência.
- Foque em oportunidades mais estratégicas: fique atento a licitações de maior porte, como obras, investimentos estruturais e aquisições com maior impacto.
- Evite um comportamento reativo: esperar o edital ser publicado pode significar entrar atrasado na disputa. Use esse período para mapear órgãos compradores, analisar o histórico de compras e identificar padrões de investimento.
- Prepare-se para o segundo semestre: o ritmo diminui, mas não para. Esse é o momento de focar em contratos recorrentes, renovações e acompanhamento de execuções em andamento.
- Acompanhe o timing do mercado público: entenda quando agir para tomar decisões mais assertivas e aumentar suas chances de sucesso.
No fim, o ano eleitoral não deve ser visto como um obstáculo, mas como um cenário previsível e cheio de oportunidades para quem se planeja.
Como a Effecti te ajuda a aproveitar as licitações em ano eleitoral
Apenas acompanhar os editais já não é o suficiente para superar a concorrência e ganhar destaque no mercado de compras públicas. É justamente nesse cenário que a Effecti se torna sua aliada para transformar informação em vantagem competitiva.
Contrate e tenha uma ferramenta completa para:
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- Entender o comportamento dos órgãos compradores e antecipar tendências ao longo do ano.
- Organizar sua operação e planejar com antecedência, ditando o ritmo do seu negócio nas compras públicas.
- Ter uma visão mais ampla das oportunidades, identificar onde estão os melhores negócios e tomar decisões com mais segurança.
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FAQ: Licitações em ano eleitoral
Licitações podem acontecer em ano eleitoral?
Sim. As licitações não são proibidas em ano eleitoral. Elas continuam acontecendo normalmente, pois são essenciais para o funcionamento da administração pública.
O que a lei restringe nas licitações em ano eleitoral?
A legislação eleitoral não restringe a licitação em si, mas limita o uso da máquina pública para fins de promoção política, como publicidade institucional excessiva e participação em inaugurações.
Quando começam as restrições do período eleitoral?
As regras mais rígidas passam a valer nos três meses que antecedem as eleições, geralmente a partir de julho, período conhecido como “quarentena eleitoral”.
O volume de licitações diminui em ano eleitoral?
Não necessariamente. O que ocorre é uma redistribuição ao longo do ano, com maior concentração de licitações no primeiro semestre e um ritmo mais moderado no segundo.
Vale a pena participar de licitações em ano eleitoral?
Sim. Para empresas preparadas, o ano eleitoral pode trazer boas oportunidades, especialmente no início do ano, quando há maior volume de projetos e investimentos.
Como se preparar melhor para licitações em ano eleitoral?
O ideal é antecipar a organização da empresa, acompanhar o mercado com frequência, mapear órgãos compradores e focar em oportunidades estratégicas, principalmente no primeiro semestre.