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Taxa de conversão em licitações: como calcular e melhorar?

A taxa de conversão em licitações mede o avanço das oportunidades até os resultados conquistados pela empresa. Veja como calcular esse indicador, diferenciar vitória, homologação e contratação, analisar perdas e identificar melhorias na seleção de editais, nas propostas e na estratégia de disputa.

A taxa de conversão em licitações mostra quantas oportunidades ou participações se transformam em resultados conquistados pela empresa. Para calcular o percentual, divida a quantidade de resultados positivos pela quantidade de oportunidades consideradas na mesma etapa de análise e multiplique por 100.

Imagine uma empresa que participa de 80 disputas concluídas e conquista 12 resultados homologados em seu favor. Nesse caso, a taxa de conversão das participações é de 15%. O cálculo é simples, mas interpretar esse resultado exige atenção: uma vitória não significa necessariamente contrato assinado, faturamento realizado ou lucro.

Neste guia, você vai aprender como calcular a taxa de conversão em licitações, acompanhar as etapas do funil comercial, identificar os motivos das perdas e melhorar o desempenho da sua empresa nas compras públicas.

O que é taxa de conversão em licitações?

A taxa de conversão em licitações é um indicador de desempenho que mede a proporção de oportunidades que avançam de uma etapa para outra do processo comercial. Ela ajuda a descobrir se a empresa está transformando editais identificados em propostas, participações em vitórias e resultados favoráveis em contratações efetivas.

Uma das aplicações mais comuns é medir a relação entre licitações participadas e resultados homologados em favor do fornecedor. Entretanto, a conversão também pode ser acompanhada entre outras etapas, como editais analisados e propostas enviadas.

Por isso, antes de analisar qualquer percentual, é necessário definir qual etapa está sendo medida e o que a empresa considera uma conversão bem-sucedida.

Essa definição evita conclusões equivocadas. Uma equipe pode ter excelente desempenho na identificação de editais, mas apresentar dificuldades para enviar propostas. Outra pode participar de poucas disputas, conquistar boa parte delas e ainda assim enfrentar problemas na contratação ou na execução.

Qual a diferença entre taxa de conversão, taxa de vitória e taxa de homologação?

Os três termos aparecem na gestão comercial de licitações, mas precisam ser utilizados com critérios claros:

IndicadorO que medePrincipal aplicação
Taxa de conversãoAvanço entre duas etapas definidas do funilIdentificar gargalos comerciais
Taxa de vitóriaResultados vencidos em relação às disputas consideradasAvaliar competitividade
Taxa de homologação em favor da empresaResultados formalmente homologados em favor do fornecedor, conforme o critério adotadoAcompanhar resultados formalizados

Na prática, a taxa de conversão e a taxa de vitória podem apresentar o mesmo percentual quando utilizam exatamente o mesmo conjunto de participações e o mesmo critério de sucesso. A diferença está no objetivo da análise.

A expressão taxa de homologação é usada em análises gerenciais, mas exige cuidado. A homologação é um ato administrativo relacionado ao procedimento licitatório; não significa automaticamente que determinada empresa venceu todos os itens, nem que o contrato já foi celebrado.

Para aprofundar especificamente os fatores que influenciam a conquista de disputas, consulte o conteúdo sobre como aumentar a taxa de vitória em licitações.

Como calcular a taxa de conversão em licitações?

Para calcular a conversão das participações em resultados homologados em favor da empresa, utilize a seguinte fórmula:

Fórmula da taxa de conversão em licitações Taxa de conversão (%) = (resultados homologados em favor da empresa ÷ participações consideradas) × 100. Utilize a mesma unidade de contagem, o mesmo conjunto de participações e critérios consistentes para os resultados.

Por exemplo, considere uma empresa que registra os seguintes resultados em um conjunto de disputas concluídas:

IndicadorQuantidade
Participações concluídas e consideradas80
Resultados homologados em favor da empresa12
Resultados não conquistados68
Taxa de conversão15%

O cálculo é:

(12 ÷ 80) × 100 = 15%

Isso significa que, a cada 100 participações com características semelhantes às do conjunto analisado, a proporção observada de resultados positivos foi de 15%. Não significa que as próximas 100 disputas terão necessariamente 15 vitórias.

O indicador retrata o histórico da empresa e pode orientar decisões. Ele não é uma previsão garantida de resultado futuro.

Devo calcular a conversão por licitação, lote ou item?

Depende da forma como a empresa participa e administra seus resultados. Em licitações com múltiplos itens ou lotes, o cálculo por processo pode produzir uma leitura bastante diferente do cálculo por item.

Imagine uma licitação com dez itens na qual a empresa disputa todos e conquista dois:

  • Por item: duas vitórias em dez participações representam conversão de 20%.
  • Por processo: se a empresa considerar uma licitação conquistada sempre que vencer pelo menos um item, o processo poderá ser registrado como positivo, embora oito itens tenham sido perdidos.

Nenhuma dessas leituras deve substituir a outra sem explicação. O cálculo por processo ajuda a observar resultados por certame; o cálculo por item ou lote mostra melhor a competitividade nos objetos efetivamente disputados.

O mais importante é não misturar unidades de contagem. Se o numerador representa itens vencidos, o denominador também deve representar itens disputados. Caso contrário, o percentual pode perder o sentido.

Como considerar licitações pendentes, canceladas ou sem resultado?

Uma licitação ainda em andamento não deve ser registrada automaticamente como derrota. Da mesma forma, processos revogados, anulados, itens cancelados e disputas encerradas sem contratação exigem classificação apropriada.

Uma metodologia gerencial útil é separar:

  • Resultados positivos confirmados: vitórias formalizadas conforme o critério estabelecido.
  • Resultados negativos confirmados: disputas concluídas sem vitória da empresa.
  • Processos pendentes: participações cujo resultado ainda não foi definido.
  • Processos cancelados, revogados ou anulados: situações registradas separadamente, com a razão e o tratamento adotado na análise.

Para analisar a competitividade em disputas efetivamente decididas, a empresa pode calcular a taxa sobre resultados positivos e negativos confirmados, acompanhando os demais casos separadamente. Se escolher incluir outros status no denominador, deve identificar essa mudança e evitar comparações com séries calculadas por outro método.

Também é necessário manter consistência temporal. Uma proposta enviada em setembro pode ter resultado apenas em novembro. Comparar todas as propostas enviadas em setembro com as homologações publicadas naquele mesmo mês mistura conjuntos diferentes de licitações.

Uma alternativa é acompanhar cada conjunto de participações até seus resultados, além de manter uma visão separada dos processos ainda pendentes. Essa prática evita que atrasos entre disputa e homologação distorçam a leitura do desempenho.

Homologação significa que a empresa já ganhou o contrato?

Não necessariamente. A homologação do procedimento e a formalização da contratação são etapas diferentes.

A Lei nº 14.133/2021, especialmente nos artigos 71 e 90, estabelece regras relacionadas à conclusão do procedimento, adjudicação, homologação e convocação do licitante vencedor para a contratação.

Após a homologação, ainda podem ser necessárias providências como assinatura do contrato, assinatura da ata de registro de preços ou aceitação de instrumento equivalente, conforme o procedimento e a legislação aplicável.

Além disso, uma ata de registro de preços não representa compra integral garantida. E mesmo quando há contrato formalizado, o valor contratado não deve ser automaticamente registrado como faturamento já realizado.

Por isso, acompanhe separadamente:

  • participações em licitações;
  • resultados favoráveis na disputa;
  • resultados homologados em favor da empresa;
  • contratos ou instrumentos equivalentes formalizados;
  • fornecimentos e serviços efetivamente realizados;
  • receita reconhecida e valores recebidos, conforme os controles financeiros.

Essa separação ajuda a empresa a avaliar o desempenho comercial sem confundir potencial de receita com dinheiro efetivamente faturado ou recebido.

Como funciona o funil de conversão em licitações?

O funil de licitações representa as etapas pelas quais uma oportunidade passa desde sua identificação até o resultado comercial. Cada transição pode ser medida para descobrir onde a empresa está perdendo eficiência.

Um modelo de acompanhamento pode incluir:

  • Oportunidades identificadas: editais e avisos localizados pelo monitoramento.
  • Oportunidades qualificadas: objetos considerados compatíveis com a capacidade e a estratégia da empresa.
  • Propostas enviadas: participações efetivamente realizadas.
  • Disputas acompanhadas: processos nos quais a empresa acompanha as fases, comunicações e decisões pertinentes.
  • Resultados conquistados: vitórias reconhecidas conforme o critério de medição.
  • Contratações formalizadas: resultados que avançaram para o instrumento contratual correspondente.
  • Receita realizada: valores associados à execução efetiva, conforme a apuração financeira.

Nem todas essas etapas representam necessariamente uma sequência linear. Uma proposta pode não ter fase competitiva de lances, uma licitação pode ser cancelada e uma ata pode não gerar contratação imediata. O funil deve refletir a realidade da operação.

Exemplo de cálculo das conversões em cada etapa

Considere um exemplo hipotético de um conjunto de oportunidades totalmente acompanhado até a definição dos resultados:

EtapaQuantidadeConversão sobre a etapa anterior
Editais identificados200Base inicial
Editais qualificados6030%
Propostas enviadas4066,7%
Resultados conquistados820%
Contratações formalizadas675%

Os percentuais revelam comportamentos diferentes. Dos 200 editais encontrados, 60 foram considerados viáveis. Isso não representa necessariamente um problema: pode indicar uma seleção criteriosa de oportunidades.

Por outro lado, dos 60 editais qualificados, apenas 40 resultaram em propostas. Nesse ponto, vale investigar por que 20 oportunidades não avançaram.

As razões podem incluir falta de documentos, dificuldade de precificação, indisponibilidade de equipe ou uma reavaliação comercial que tornou a participação desinteressante.

Das 40 propostas, oito produziram resultados positivos, resultando em conversão de 20% nessa transição. Por fim, seis avançaram para contratações formalizadas, equivalentes a 75% dos oito resultados conquistados.

Considerando o funil completo, seis contratações formalizadas entre 200 oportunidades identificadas representam 3%. Essa medida é diferente da taxa de vitória nas propostas enviadas e ajuda a avaliar o aproveitamento de todo o processo comercial.

Como saber se a taxa de conversão em licitações é boa?

Não existe um percentual universal que defina uma boa taxa de conversão em licitações para todas as empresas. O resultado depende do segmento, do tipo de objeto, da concorrência, do valor das disputas e dos critérios utilizados no cálculo.

Uma taxa de 15%, por exemplo, não deve ser considerada boa ou ruim sem informações adicionais. É necessário entender quais licitações foram disputadas, quanto custou participar e qual resultado econômico foi obtido.

Para interpretar a taxa, faça três comparações:

  • Com o histórico da própria empresa: o indicador está evoluindo em conjuntos comparáveis de participações?
  • Entre segmentos e tipos de oportunidade: determinados produtos, órgãos ou modalidades apresentam melhor desempenho?
  • Com o resultado financeiro: as vitórias geram contratações viáveis, margem adequada e receita efetiva?

É importante considerar o tamanho da amostra. Uma empresa que vence uma disputa entre duas participações apresenta taxa de 50%, mas ainda possui poucos resultados para identificar um padrão estável.

Compare períodos suficientemente representativos e evite alterar o método de contagem entre uma apuração e outra. Mudanças no portfólio, na região atendida ou no perfil das licitações também precisam ser consideradas.

Uma taxa de conversão maior sempre significa melhor resultado?

Não. Uma empresa pode conquistar muitas licitações de baixo valor e apresentar conversão elevada, enquanto outra conquista menos disputas, mas fecha contratos de maior relevância econômica.

Veja um exemplo hipotético:

IndicadorEmpresa AEmpresa B
Disputas consideradas4040
Resultados conquistados126
Taxa de conversão30%15%
Valor total dos resultados conquistadosR$ 180 milR$ 720 mil

A Empresa A apresenta o dobro da taxa de conversão da Empresa B. Entretanto, a Empresa B conquistou resultados de maior valor total.

Isso não permite afirmar que a Empresa B foi mais lucrativa. Para chegar a essa conclusão, seria necessário verificar quais resultados se transformaram em contratos, os custos de participação, a margem contratual, a execução e os valores efetivamente realizados.

A conversão é um indicador de desempenho comercial. Sozinha, ela não mede toda a rentabilidade do negócio.

Como identificar onde a empresa está perdendo licitações?

Para melhorar a taxa de conversão, o primeiro passo é localizar a etapa que está limitando os resultados. Nem toda dificuldade é causada por preço ou concorrência.

A tabela mostra como interpretar alguns padrões:

Situação identificadaPossível causaO que investigar
Muitos editais encontrados e poucos qualificadosBusca ampla ou baixa aderência ao portfólioFiltros, palavras-chave e perfil dos objetos
Muitos editais qualificados e poucas propostasGargalo operacional ou mudança de viabilidadeTempo de análise, documentos, equipe e custos
Muitas propostas e poucas vitóriasPreço, competitividade ou critérios de seleçãoResultados, concorrentes e motivos de perda
Boa classificação inicial e poucas habilitaçõesIncompatibilidade documental ou técnicaAtas, decisões e exigências do edital
Resultados positivos sem contratos formalizadosPendências posteriores à disputaConvocações, documentação e situação do procedimento
Contratos conquistados com baixa margemCustos e precificação inadequadosFrete, tributos, execução e limite de lance

Essas situações são hipóteses de diagnóstico, não causas comprovadas. Para confirmar a razão de uma perda, examine as atas, os resultados, as comunicações e os documentos disponíveis da contratação.

Como registrar os motivos de perda?

Para cada oportunidade encerrada sem vitória, registre o resultado e a evidência disponível. Uma classificação operacional pode reunir motivos como:

  • preço não competitivo;
  • proposta incompatível com o objeto;
  • inabilitação ou problema documental;
  • ausência de resposta a convocação;
  • erro operacional ou perda de prazo;
  • desistência por inviabilidade econômica;
  • cancelamento do item ou encerramento do procedimento sem resultado competitivo.

Ao classificar uma ocorrência, diferencie fatos confirmados de hipóteses. Perder para uma proposta de preço inferior não comprova, por si só, que a empresa calculou seus preços incorretamente.

Se a maioria das perdas estiver relacionada a documentos, a melhoria prioritária provavelmente será diferente daquela necessária para uma empresa que perde disputas por preço.

Para investigar casos individuais e suas causas, consulte o guia da Effecti sobre análise de derrota em licitação.

Quais indicadores acompanhar junto com a taxa de conversão?

A taxa de conversão deve ser analisada ao lado de indicadores que expliquem o esforço comercial, os resultados das disputas e a capacidade de transformar contratos em receita.

IndicadorO que mostraUso principal
Taxa de participaçãoPropostas enviadas em relação às oportunidades qualificadasAproveitamento comercial
Taxa de vitóriaVitórias em relação às disputas consideradasCompetitividade
Taxa de inabilitaçãoParticipações com inabilitação em relação à base definidaRiscos documentais
Ticket médio conquistadoValor médio dos resultados conquistadosPerfil econômico das vitórias
Custo por participaçãoCusto operacional dividido pelas participaçõesEficiência da equipe
Custo por resultado conquistadoCusto comercial atribuído dividido pelos resultados positivosEficiência da aquisição
Margem realizadaResultado econômico apurado na execuçãoRentabilidade

Essas informações não precisam ser levantadas todas de uma vez. Uma empresa que está começando pode priorizar oportunidades analisadas, propostas enviadas, disputas concluídas, resultados conquistados e motivos de perda.

À medida que a operação amadurece, vale incluir custo por participação, margem, tempo de preparação e desempenho por segmento.

Para conhecer um conjunto mais amplo de métricas, acesse o conteúdo sobre KPIs para licitações.

Como o mercado influencia a conversão em licitações?

Os resultados de uma empresa também dependem das características das disputas. Segmento, valor, quantidade de participantes, localização, condições de fornecimento e exigências técnicas podem alterar a competitividade de uma oportunidade.

Isso explica por que nem sempre é adequado comparar a taxa de conversão de uma empresa de materiais de consumo com a de um fornecedor de serviços especializados.

Uma análise por segmento, região e faixa de valor ajuda a distinguir mudanças na estratégia comercial de mudanças no perfil das contratações disputadas.

Vídeo: tendências e oportunidades nas compras públicas em 2026

Além dos indicadores internos, acompanhar o contexto das compras públicas ajuda a planejar a atuação da empresa. Confira o vídeo sobre tendências e oportunidades do setor público em 2026 e considere como esses movimentos se relacionam com os segmentos que você atende.

Como melhorar a taxa de conversão em licitações?

Melhorar a conversão exige corrigir as etapas que estão limitando os resultados. Em vez de simplesmente aumentar o volume de participações, a empresa deve identificar oportunidades adequadas, preparar propostas competitivas e acompanhar as decisões de cada disputa.

1. Selecione melhor os editais antes de participar

Nem todo edital encontrado representa uma oportunidade comercial viável. Antes de elaborar uma proposta, confira se o objeto faz parte do portfólio, se a empresa atende às exigências e se o possível resultado justifica o esforço.

Considere especificações, documentos, local de entrega, disponibilidade de estoque, capacidade técnica, prazos, risco contratual e possibilidade de margem.

Registre também as razões para não participar. A decisão de descartar uma oportunidade incompatível pode representar uma escolha comercial acertada, mesmo que não aumente o número de propostas enviadas.

2. Analise as condições de preço antes da disputa

Uma proposta competitiva precisa considerar o critério de julgamento e todos os custos envolvidos na execução. Nas contratações por menor preço ou maior desconto, a preparação deve contemplar preço de aquisição ou produção, tributos, frete, mão de obra, garantias, suporte e condições de pagamento, conforme o objeto.

Defina previamente até onde a empresa pode reduzir seu preço sem comprometer a execução. Ganhar uma disputa com valor inexequível ou margem insuficiente não representa um resultado comercial sustentável.

Ao analisar preços históricos, considere se as condições de fornecimento são comparáveis. Diferenças de quantidade, localização, especificações e datas podem afetar a comparação.

3. Reduza falhas documentais e técnicas

A empresa pode apresentar uma proposta economicamente competitiva e ainda perder a oportunidade por descumprimento de requisitos aplicáveis.

Para reduzir esse risco, mantenha os documentos organizados, confira as exigências do edital e do termo de referência, verifique os prazos e acompanhe as comunicações oficiais.

Também é importante distinguir inabilitação de desclassificação da proposta. As causas e as medidas corretivas podem ser diferentes. A análise deve considerar o motivo registrado pela administração e as regras legais do procedimento.

4. Prepare a estratégia de disputa

Antes da sessão, conheça as regras de envio de lances, os intervalos aplicáveis, os critérios de julgamento e as condições do sistema eletrônico utilizado.

Estabeleça limites de preço coerentes com os custos e organize quem ficará responsável pelo acompanhamento. Durante a disputa, observe mensagens, solicitações e prazos, evitando decisões improvisadas.

A tecnologia pode apoiar essa rotina, mas a definição de estratégia, a formação de preços e a conferência das exigências continuam exigindo responsabilidade da empresa.

5. Analise as perdas e transforme os resultados em ações

Depois de cada resultado relevante, verifique o que aconteceu. Uma perda por preço exige análise diferente de uma inabilitação ou de um problema operacional.

Se as perdas por preço forem frequentes, investigue a composição de custos e os mercados disputados. Se os problemas estiverem concentrados na habilitação, revise o controle documental e o processo de conferência.

Quando o histórico de perdas indicar participação recorrente em editais inadequados, revise os filtros utilizados na seleção das oportunidades.

O indicador se torna mais útil quando cada diagnóstico resulta em uma ação concreta e essa ação é acompanhada nos períodos seguintes.

6. Acompanhe a evolução sem comprometer a margem

Uma taxa de conversão maior não deve ser perseguida a qualquer custo. A empresa precisa avaliar se as vitórias estão gerando contratações economicamente viáveis.

Observe a margem obtida, o custo de participação e os recursos necessários para executar os contratos. Se a conversão melhorar enquanto a rentabilidade cair, será necessário revisar a estratégia.

Como acompanhar a taxa de conversão de forma organizada?

Para calcular o indicador de maneira consistente, cada participação precisa ter um registro identificável. Isso pode começar com uma planilha e evoluir para uma gestão mais estruturada conforme o volume de licitações.

Um controle inicial deve registrar:

  • órgão comprador e número do procedimento;
  • objeto, item ou lote disputado;
  • data de participação e data do resultado;
  • valor ofertado e valor do resultado, quando aplicável;
  • status da disputa e eventual homologação em favor da empresa;
  • motivo documentado da perda, quando conhecido;
  • situação da contratação e valores efetivamente realizados;
  • responsável interno pelo acompanhamento.

Ao consolidar os dados, mantenha o mesmo padrão de identificação para evitar duplicidades. Uma licitação que reúne vários itens não deve ser contada de formas diferentes sem que isso esteja indicado na análise.

Também é importante registrar a data da última atualização. Resultados pendentes podem mudar de situação, e relatórios extraídos em momentos diferentes podem apresentar números distintos.

Como a Minha Effecti pode apoiar sua operação de licitações?

A Minha Effecti oferece recursos para localizar oportunidades, organizar documentos e propostas, acompanhar mensagens e prazos e apoiar a análise de mercado e as disputas eletrônicas. Esses recursos podem ajudar a estruturar as etapas operacionais que influenciam o desempenho da empresa.

Plano prático para melhorar a conversão nas próximas licitações

Se sua empresa ainda não mede os resultados de forma consistente, comece criando uma base confiável antes de definir metas de crescimento.

  • Defina o indicador: escolha se a análise será por processo, item ou lote e estabeleça o que caracteriza um resultado positivo.
  • Organize as participações: reúna dados de um período e identifique os processos concluídos e pendentes.
  • Calcule a taxa inicial: utilize uma base consistente de participações e resultados.
  • Classifique as perdas: identifique as causas comprovadas e separe os casos que ainda precisam ser investigados.
  • Escolha uma melhoria prioritária: revise filtros de oportunidades, documentação, formação de preços ou acompanhamento de disputas conforme o diagnóstico.
  • Meça novamente: acompanhe a evolução usando os mesmos critérios e conjuntos comparáveis.
  • Relacione com o resultado econômico: confira se as mudanças estão contribuindo para conquistar contratos viáveis.

O objetivo não é apenas elevar um percentual. Uma boa gestão de licitações procura melhorar a seleção de oportunidades, reduzir perdas evitáveis e transformar resultados comerciais em contratos que a empresa consiga executar com sustentabilidade.

Perguntas frequentes sobre taxa de conversão em licitações

O que é taxa de conversão em licitações?

É o percentual de oportunidades que avançam de uma etapa para outra do funil de licitações. Pode medir, por exemplo, a conversão de propostas em resultados positivos ou de resultados conquistados em contratações formalizadas. O significado depende das etapas escolhidas.

Como calcular a taxa de conversão em licitações?

Divida o número de resultados positivos pela quantidade de participações consideradas e multiplique por 100. Se uma empresa conquistar 12 resultados entre 80 disputas concluídas, sua taxa será de 15%. Use sempre a mesma unidade e os mesmos critérios de contagem.

Qual é uma boa taxa de conversão em licitações?

Não existe percentual ideal universal. A análise deve considerar o segmento, a concorrência, o valor das disputas, a evolução histórica, os custos de participação e a rentabilidade. Taxas calculadas por critérios diferentes não são diretamente comparáveis.

Devo contar licitações ainda não homologadas como perdas?

Não automaticamente. Processos pendentes precisam ser identificados separadamente. Para medir a conversão de disputas concluídas, utilize resultados positivos e negativos confirmados, mantendo regras consistentes para cancelamentos, revogações e outros encerramentos.

Homologação de licitação é igual a contrato assinado?

Não. A homologação integra a conclusão do procedimento licitatório, enquanto a contratação pode exigir assinatura de contrato, ata de registro de preços ou outro instrumento cabível. Resultado homologado também não representa faturamento automaticamente.

Como aumentar a taxa de conversão em licitações?

Identifique onde as oportunidades deixam de avançar e corrija as causas demonstradas pelos dados. As principais frentes são seleção de editais, compatibilidade técnica, formação de preços, regularidade documental, acompanhamento de prazos e análise dos motivos de perda.

Equipe Editorial Effecti
Conteúdo produzido pela Equipe Editorial da Effecti Este artigo foi elaborado pela equipe editorial da Effecti, que acompanha temas relacionados a licitações públicas, Lei 14.133/2021, portais de compras governamentais, documentação, propostas e estratégias para fornecedores do setor público. Nossos conteúdos são produzidos com base em pesquisa, experiência prática do mercado e consulta a fontes oficiais. Conheça nossa equipe editorial. Conteúdo revisado e atualizado pela equipe editorial da Effecti.

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