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Como precificar licitação? Calcule a proposta e o limite de lance

Para precificar uma licitação, calcule todos os custos da execução, os percentuais incidentes sobre a receita e a margem desejada. Depois, compare o resultado com o edital e o mercado. O preço estimado pelo órgão não substitui a conta da empresa. Antes da disputa, defina um limite de lance que preserve a capacidade de executar o contrato.

Saber como precificar licitação é essencial para disputar contratos públicos sem transformar uma vitória em prejuízo. O preço da proposta deve cobrir produto ou mão de obra, tributos, frete, despesas administrativas, custos financeiros, riscos da execução e margem. Também precisa respeitar a unidade, as quantidades e todas as obrigações previstas no edital.

O valor estimado pela Administração e os preços praticados por concorrentes ajudam na análise de competitividade, mas não revelam quanto a sua empresa pode cobrar. Cada fornecedor possui regime tributário, logística, estrutura de custos, capital de giro e capacidade operacional próprios.

Por isso, a precificação deve produzir pelo menos dois números: o preço inicial da proposta e o limite mínimo autorizado para os lances. Sem essa separação, a empresa corre o risco de reduzir o preço durante a disputa sem perceber que eliminou a própria margem.

O que significa precificar uma licitação?

Precificar uma licitação significa calcular o preço pelo qual a empresa consegue cumprir integralmente o objeto, pagar custos, despesas e tributos, remunerar o capital empregado e preservar uma margem compatível com o risco. O cálculo deve considerar as condições específicas do edital, e não apenas o preço normalmente cobrado no mercado privado.

A formação de preço começa antes da proposta. Primeiro, a empresa precisa entender exatamente o que será entregue, em qual quantidade, unidade, local e prazo. Depois, transforma cada obrigação em custo e calcula os percentuais que incidirão sobre o faturamento.

Esse processo é diferente da pesquisa de preços feita pelo órgão público. A Administração estima quanto a contratação pode custar; o fornecedor calcula quanto precisa receber para executar o contrato de maneira sustentável.

Como precificar licitação passo a passo?

Para precificar licitação, analise o edital, confirme a unidade e o volume, calcule os custos diretos, distribua as despesas indiretas, aplique os tributos do regime real da empresa e considere logística, prazo de pagamento e riscos. Por fim, inclua a margem desejada, valide o preço no mercado e defina o limite de lance.

  • Leia o edital e o termo de referência: identifique especificações, quantidades, locais, cronograma, garantias e critérios de pagamento.
  • Confirme a unidade de fornecimento: verifique se o preço será por unidade, caixa, lote, posto, hora, mês ou valor global.
  • Calcule o custo direto: inclua aquisição, produção, mão de obra, materiais e demais recursos ligados ao objeto.
  • Adicione custos específicos do contrato: frete, seguro, instalação, treinamento, garantia, amostras e assistência técnica.
  • Rateie despesas indiretas: considere a parcela de administração, sistemas, contabilidade e gestão consumida pela contratação.
  • Calcule os tributos: utilize as alíquotas efetivas aplicáveis à operação e ao regime tributário da empresa.
  • Avalie o custo financeiro: considere capital de giro, prazo de pagamento, entregas parceladas e necessidade de manter estoque.
  • Defina a margem: estabeleça o retorno mínimo compatível com o risco e a estratégia comercial.
  • Compare com o mercado: avalie o valor estimado, preços praticados e resultados anteriores, sem copiar a estrutura de concorrentes.
  • Determine o limite de lance: aprove previamente o menor preço que ainda preserva a viabilidade da contratação.

Antes de preencher a proposta, faça uma análise completa do edital. Uma exigência ignorada — como instalação em várias unidades, entrega parcelada ou garantia ampliada — pode alterar significativamente o preço.

Quais custos devem entrar no preço da licitação?

O preço da licitação deve contemplar todos os recursos necessários para executar o objeto nas condições contratadas. Isso inclui custos diretos, despesas indiretas, logística, tributos, encargos, garantias, custos financeiros, riscos previsíveis e lucro. A composição exata muda conforme o objeto, a unidade de fornecimento, o regime tributário e o modelo de execução.

ComponenteExemplosPergunta de controle
Custo diretoProduto, matéria-prima, mão de obra e insumosQuanto custa produzir, adquirir ou prestar cada unidade?
LogísticaFrete, embalagem, seguro, armazenagem e movimentaçãoQuantas entregas e destinos estão previstos?
ExecuçãoInstalação, configuração, treinamento e suporteQuais obrigações continuam depois da entrega?
Mão de obraSalários, benefícios, encargos, adicionais e substituiçõesQual norma coletiva e jornada serão aplicáveis?
Despesas indiretasAdministração, contabilidade, sistemas e supervisãoQual parcela da estrutura será consumida pelo contrato?
TributosTributos incidentes conforme a atividade e o regime da empresaQual é a carga efetiva desta operação?
Custos financeirosCapital de giro, garantias e prazo de recebimentoPor quanto tempo a empresa financiará a execução?
Riscos previsíveisVariação normal de custos, perdas, retrabalho e substituiçõesQuais eventos ordinários estão sob responsabilidade da empresa?
MargemRetorno desejado sobre a receitaQual retorno mínimo justifica assumir o contrato?

Nos contratos de fornecimento, custos frequentemente esquecidos incluem descarga, entregas parceladas, troca de produtos recusados, assistência técnica e garantia. Nos serviços, é necessário calcular produtividade, equipe, equipamentos, materiais, deslocamentos e gestão contratual.

Em serviços com dedicação exclusiva de mão de obra, a IN nº 5/2017 estrutura a planilha em componentes como remuneração, encargos, benefícios, insumos, custos indiretos, tributos e lucro. A planilha deve ser adaptada ao serviço e às regras do edital.

Qual fórmula usar para calcular o preço da proposta?

Uma fórmula prática é dividir o custo-base por um divisor formado após descontar de 100% os percentuais incidentes sobre a receita, como tributos, despesas variáveis, custo financeiro e margem. Valores fixos devem ser incorporados ao custo-base. As alíquotas e os percentuais precisam refletir a realidade contábil e operacional da empresa.

Preço de venda = custo-base ÷ [1 − soma dos percentuais sobre a receita]

O custo-base reúne os valores fixos por unidade ou contrato. Já os percentuais representam parcelas calculadas sobre o próprio preço de venda. Essa distinção evita um erro comum: simplesmente somar todos os percentuais ao custo e acabar com uma margem menor do que a planejada.

Exemplo de formação de preço para licitação

Considere um exemplo exclusivamente ilustrativo, no qual o custo-base de determinado fornecimento é de R$ 1.000,00:

ComponenteValor ou percentual
Custo-baseR$ 1.000,00
Tributos sobre a receita8%
Despesas indiretas5%
Custo financeiro2%
Margem desejada15%
Total dos percentuais30%
Divisor1 − 0,30 = 0,70
Preço calculadoR$ 1.000,00 ÷ 0,70 = R$ 1.428,57

Nesse exemplo, aplicar apenas 30% sobre o custo resultaria em R$ 1.300,00, valor insuficiente para que tributos, despesas e margem correspondessem aos percentuais definidos sobre a receita. Os valores reais devem ser confirmados com a área financeira e contábil da empresa.

O conteúdo sobre mark-up e BDI em licitações aprofunda as diferenças entre as metodologias e suas aplicações.

Calcule antes da disputa, não durante os lances

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Como calcular o preço mínimo e o limite de lance?

O preço mínimo viável é o menor valor que cobre os custos e preserva a margem mínima aprovada para o contrato. O limite de lance é a aplicação desse valor na disputa, considerando a quantidade e a unidade de julgamento. O limite deve ser calculado e autorizado antes da sessão, com arredondamentos controlados.

O fornecedor pode trabalhar com três faixas:

FaixaFinalidadeDecisão
Preço inicialValor de abertura da propostaPermite competir e negociar
Preço-alvoValor que preserva a margem desejadaResultado preferencial da disputa
Limite mínimoMenor valor autorizado pela empresaAbaixo dele, os lances devem parar

O limite não deve ser calculado apenas pela subtração de um desconto do preço inicial. Ele precisa resultar da própria estrutura de custos. Também deve ser convertido corretamente para a unidade usada no julgamento: preço unitário, preço por lote, valor mensal ou valor global.

O chamado “ponto de equilíbrio da proposta” costuma ser usado como sinônimo de preço mínimo. Tecnicamente, o ponto de equilíbrio empresarial depende do volume vendido e da cobertura dos custos fixos. Na licitação, o mais seguro é calcular o preço mínimo viável com o rateio adequado da estrutura.

Qual é a diferença entre preço de referência, preço de mercado e preço da proposta?

O preço de referência é estimado pela Administração para planejar e julgar a contratação; o preço de mercado reflete transações comparáveis em condições semelhantes; o preço da proposta é calculado pelo fornecedor; e o preço contratado resulta do julgamento ou da disputa. Nenhum desses valores substitui o cálculo interno do preço mínimo da empresa.

ConceitoQuem definePara que serve
Preço de referênciaAdministração PúblicaPlanejamento, orçamento e avaliação das propostas
Preço de mercadoRelações comerciais comparáveisIndicar a faixa praticada para objetos e condições semelhantes
Preço da propostaFornecedorApresentar a oferta inicial ao órgão
Preço transacional ou contratadoResultado do certameRegistrar o valor aceito após julgamento e eventual disputa
Preço mínimo viávelFornecedorDefinir até onde a empresa pode competir com segurança

O artigo 23 da Lei nº 14.133/2021 determina que o valor estimado seja compatível com os preços de mercado, considerando bancos de dados, quantidades, economia de escala e peculiaridades do local de execução.

No âmbito federal, a IN SEGES/ME nº 65/2021 disciplina a pesquisa de preços para bens e serviços em geral. Ela permite combinar fontes como sistemas oficiais, contratações similares, mídia especializada, pesquisa com fornecedores e base nacional de notas fiscais eletrônicas.

Essas regras orientam a Administração, e não fornecem uma margem pronta ao licitante. Um valor estimado aparentemente atrativo pode ser inviável para uma empresa com logística distante, tributação diferente ou custo de capital elevado.

Como adaptar a precificação ao tipo de objeto?

A precificação deve ser adaptada ao modelo de execução. Produtos exigem atenção a aquisição, estoque, frete e garantia; serviços demandam cálculo de horas, produtividade, equipe e insumos; mão de obra dedicada requer planilha trabalhista detalhada; e obras normalmente utilizam composições de custos, encargos sociais e BDI conforme o edital.

ObjetoPrincipais componentesPonto crítico
ProdutosAquisição, impostos, frete, embalagem, estoque e garantiaEntregas parceladas e variação do custo de reposição
Serviços sem mão de obra dedicadaHoras, produtividade, equipe, ferramentas e despesas indiretasDimensionamento do esforço necessário
Serviços com dedicação exclusivaSalários, benefícios, encargos, substituições, insumos e gestãoConvenção coletiva, jornada e composição da planilha
Obras e engenhariaCustos unitários, equipamentos, mão de obra, encargos e BDICritérios de aceitabilidade unitária e global

Um mesmo modelo não deve ser aplicado indiscriminadamente. A planilha de um produto de pronta entrega é diferente da composição de um contrato de limpeza com postos permanentes. Até contratos para o mesmo objeto podem exigir preços distintos quando mudam o prazo, o local ou a forma de pagamento.

Como validar o preço antes de enviar a proposta?

Antes de enviar a proposta, valide as fórmulas, as quantidades e a unidade de fornecimento; confirme tributos com a área contábil; obtenha cotações atualizadas; simule entregas e prazos de pagamento; e teste cenários de variação de custos. A revisão deve demonstrar que o contrato continua executável mesmo em condições razoavelmente desfavoráveis.

Checklist final de precificação

  • A unidade da planilha é a mesma usada no edital?
  • O preço cobre todas as quantidades e etapas da execução?
  • Frete, descarga, seguro e entregas parceladas foram incluídos?
  • Os tributos correspondem à operação e ao regime real da empresa?
  • O prazo de pagamento cabe no capital de giro disponível?
  • Garantia, manutenção, trocas e suporte foram considerados?
  • A margem é calculada sobre a base correta?
  • O preço mínimo está aprovado por quem possui autoridade para defini-lo?
  • O limite de lance está configurado na unidade correta?
  • A empresa consegue comprovar a exequibilidade se for questionada?

Além do cenário esperado, simule uma situação mais conservadora: aumento ordinário do frete, atraso dentro do fluxo administrativo, substituição de material recusado ou necessidade de manter estoque por mais tempo. O objetivo não é inflar o preço, mas descobrir se a margem desaparece diante de variações previsíveis.

Quando o preço pode ser considerado inexequível?

Preço inexequível é aquele que não permite cumprir as obrigações da contratação. A Lei nº 14.133/2021 autoriza a desclassificação quando a proposta não demonstra viabilidade. Para bens e serviços em geral, a regulamentação federal trata valores inferiores a 50% do orçamento como indício, sujeito a diligência, e não como desclassificação automática.

A IN SEGES/ME nº 73/2022 estabelece que, para bens e serviços em geral, a inexequibilidade somente será reconhecida após diligência que comprove que o custo do fornecedor supera a proposta e que não existem custos de oportunidade capazes de justificar a oferta.

Para obras e serviços de engenharia, a Lei nº 14.133/2021 estabelece regra própria: são consideradas inexequíveis as propostas inferiores a 75% do valor orçado pela Administração, além das demais verificações aplicáveis ao objeto.

O fornecedor deve manter cotações, memórias de cálculo, contratos com fornecedores, justificativas de produtividade e outros documentos capazes de sustentar o preço. Veja os cuidados específicos no guia sobre preço inexequível em licitações.

É possível corrigir uma precificação ruim com reajuste ou reequilíbrio?

Reajuste, repactuação e reequilíbrio econômico-financeiro não devem ser usados para corrigir custos esquecidos ou uma margem eliminada voluntariamente na disputa. Esses mecanismos possuem fundamentos e requisitos próprios. Erros de precificação e variações normais da atividade empresarial permanecem, em regra, sob responsabilidade do fornecedor que formulou a proposta.

O reajuste aplica o índice e a data-base previstos no contrato. A repactuação é utilizada principalmente em serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra, mediante demonstração analítica da variação dos custos. O reequilíbrio depende da ocorrência de evento extraordinário enquadrado nas hipóteses legais e da comprovação de seu impacto.

Antes de precificar, confira a data-base, o índice, a matriz de riscos e as condições para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro. O conteúdo sobre reajuste e repactuação de preços explica as diferenças.

Quais erros devem ser evitados ao precificar uma licitação?

Os erros mais perigosos são copiar o preço de concorrentes, ignorar a unidade de fornecimento, esquecer custos indiretos, aplicar tributos genéricos, confundir margem com acréscimo sobre o custo e reduzir lances sem limite. Também é arriscado contar com reajuste futuro, desconsiderar o capital de giro ou usar o valor estimado como preço mínimo.

  • precificar apenas o custo do produto ou da mão de obra;
  • usar percentuais tributários sem validação contábil;
  • dividir despesas fixas por um volume de vendas irreal;
  • ignorar o custo financeiro do prazo de pagamento;
  • calcular por unidade quando o julgamento ocorre por lote;
  • ofertar desconto linear para itens com margens diferentes;
  • não atualizar cotações antes da sessão;
  • confiar que todo aumento futuro dará direito a reequilíbrio;
  • alterar o limite de lance durante a disputa sem nova análise;
  • disputar apenas para vencer, sem avaliar a execução.

Uma boa precificação não busca apenas ganhar o certame. Ela deve permitir que a empresa entregue o objeto, receba, preserve o caixa e obtenha retorno compatível com o trabalho e o risco assumidos. A estratégia de lucro nas licitações começa com essa disciplina.

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Perguntas frequentes sobre como precificar licitação

As principais dúvidas sobre como precificar licitação envolvem custos obrigatórios, fórmula de cálculo, margem, preço estimado e limite de lance. Não existe percentual único aplicável a todas as empresas. Cada proposta precisa refletir o objeto, o regime tributário, a estrutura operacional, o prazo de pagamento e os riscos assumidos no contrato.

Como precificar corretamente em licitações?

Analise todas as obrigações do edital, calcule os custos diretos e indiretos, aplique os tributos efetivos, considere logística, capital de giro e riscos e inclua uma margem compatível. Depois, compare o resultado com o mercado e defina um limite mínimo de lance antes da disputa.

Quais custos devem ser incluídos na proposta?

A proposta deve incluir todos os gastos necessários à execução, como produto, materiais, mão de obra, encargos, frete, embalagem, seguro, instalação, garantia, tributos, despesas administrativas, custo financeiro e riscos previsíveis. Os componentes exatos dependem do objeto e das condições do edital.

Qual é a fórmula para calcular o preço da licitação?

Uma fórmula possível é: preço de venda = custo-base ÷ [1 − soma dos percentuais incidentes sobre a receita]. Os valores fixos entram no custo-base; tributos, despesas variáveis e margem podem integrar o divisor. A fórmula deve ser adaptada e validada conforme a contabilidade da empresa.

O preço estimado pelo órgão é o preço que devo oferecer?

Não. O preço estimado serve ao planejamento e ao julgamento da contratação. O fornecedor deve calcular sua proposta com base nos próprios custos, tributos, logística, capacidade de execução e margem. O valor do órgão ajuda a avaliar competitividade, mas não substitui a formação interna do preço.

Como definir o limite de lance no pregão?

Calcule o menor valor que ainda cobre os custos, os percentuais incidentes e a margem mínima aprovada. Converta esse preço para a unidade de disputa e registre o limite antes da sessão. A empresa deve parar de ofertar quando o próximo lance ultrapassar esse piso.

Existe uma margem de lucro ideal para licitações?

Não existe margem oficial ou universal. A margem depende do segmento, da concorrência, do capital empregado, do prazo, dos riscos e da estratégia da empresa. Copiar um percentual de mercado pode gerar uma proposta inviável, porque fornecedores diferentes possuem estruturas de custos e condições tributárias distintas.

Equipe Editorial Effecti
Conteúdo produzido pela Equipe Editorial da Effecti Este artigo foi elaborado pela equipe editorial da Effecti, que acompanha temas relacionados a licitações públicas, Lei 14.133/2021, portais de compras governamentais, documentação, propostas e estratégias para fornecedores do setor público. Nossos conteúdos são produzidos com base em pesquisa, experiência prática do mercado e consulta a fontes oficiais. Conheça nossa equipe editorial. Conteúdo revisado e atualizado pela equipe editorial da Effecti.

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